H o n e s t a    M e n t e

  Honesta Mente

Brazilian programmer, I live in Champaign, IL. I write what I feel like writing, whenever I have a need to write.

Monday, June 30, 2003

Dois velhinos, sentados num banquinho de praça...


Velhinho 1(chorando): "Estou casado com uma cheerleader de 21 anos"
Velhinho 2: "Wow..."
Velhinho 1(chorando mais): "É, e ela é linda, ninfomaníaca, apaixonada por mim..."
Velhinho 2: "Mas então porque você está chorando?"
Velhinho 1(aos prantos): "Porque não consigo lembrar onde moro!"


by Mau on 6/30/2003 11:23:00 PM | #
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A paixão


Seria uma merda, se não fosse tão bom.


by Mau on 6/30/2003 11:16:00 PM | #
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Mini golf e jantar


Ontem fui jogar minigolf com amigos que não encontrava há anos. Bem, mais ou menos. Encontrava os amigos, mas não nos reuníamos em grupo fazia mais de 2 anos. E isso era um pessoal que, quando me mudei pra cá, eu via todo fim-de-semana.

Acabamos indo jantar todos juntos e lá pelas tantas me toquei que isso, de ir jantar com os amigos num restaurante e ter uma mesa com mais de três pessoas sentadas, é uma das coisas de que mais sinto falta no Rio. E digo isso sabendo que posso ter o mesmo aqui, mas que a frequência com que isso acontece no Brasil é tão maior que sempre sinto falta.

Eu ontem estava meio down, mas esse jantar me elevou os espíritos e voltei ao normal. Fui pra academia hoje, coisa que não fazia há quase uma semana. Tou cheio de endorfinas, começando o dia com Metallica e me preparando pra mais.

Ah, quase esqueci... Tem foto do grupo no meu Fotolog.


by Mau on 6/30/2003 11:55:00 AM | #
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A outra


Katherine Hepburn morreu hoje, de velhice. Por 27 anos, ela foi a única pro público e a outra pro Spencer Tracy. Católico e com uma filha, ele não aceitava a possibilidade do divórcio. Ela, aceitando as loucuras das circunstâncias, foi a outra até o fim. A ponto de nem ter ido ao funeral dele, porque a mulher estaria lá com a filha.

Ela era de um tempo em que a mulher aceitava o que lhe era imposto pela sociedade, mas Katherine Hepburn nunca aceitou, nunca pediu permissão ou desculpas pelo que fez. E era tão querida pelo público que todos sabiam de tudo e ainda assim achavam ok. O que não seria aceito em nenhuma outra pessoa, nela era a "luta pelo amor". Na boa, o cara era muito católico e não queria o divórcio, mas chifrar a mulher e beber feito gambá, isso ele podia? Falso moralismo escroto, isso sim...

Deixando a vida pessoal dela de lado, foi uma dama como poucas no cinema. Fazia papéis fortes numa época em que mulheres eram frágeis, mulheres trabalhadoras quando a maioria ficava em casa, e sempre com um charme incrível. Um pontinho extra: ganhou 4 Oscars, o primeiro perto dos 20 anos de idade. Atriz excelente. Viveu uma vida boa e foi-se feliz, satisfeita, dizendo que tinha nascido na hora certa e morreria na hora certa. Vivera uma vida bem vivida. Oxalá todos possamos dizer o mesmo na nossa hora.




by Mau on 6/30/2003 11:40:00 AM | #
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Sunday, June 29, 2003

Músicas e divulgação


Que legal ter um Mac... acabo de gastar 20 minutos do meu tempo, e agora tudo que é música que eu ouvir no meu iTunes entra nesse box aí à esquerda. Comecei a divulgar o HonestaMente, as respostas vêm sendo encorajadoras. Novidades virão!


by Mau on 6/29/2003 03:08:00 PM | #
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Saturday, June 28, 2003

Dia chuvoso e cinema


Dia chuvoso, tudo deu errado, faltou luz, trabalho deu problemas, passei o dia em casa. Tou me sentindo uma merda, só o cinema me salvará.

Até amanhã, agora vou ver filmes.


by Mau on 6/28/2003 05:51:00 PM | #
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Saideira


Era um domingo, meia noite e meia.

Finalmente cheguei em casa e parei. Amanhã tenho que acordar cedo pra ir pra academia, devia estar dormindo, mas ainda estou no finzinho de uma fase maníaca. Cada vez mais acho que ando sempre na beira de me tornar maníaco-depressivo. O lado depressivo infelizmente é o mais fácil de ser explicado.

Como bom geek, tenho um problema básico. Tenho mais de um neurônio funcionando. O que imediatamente reduz a quantidade de gente com quem posso me relacionar em algum nível nesse planeta em aproximadamente 2 bilhões. Por causa de ocasionais frases de efeito das quais não consigo fugir, a primeira frase desse parágrafo é um exemplo, acabo alienando mais alguns. Só sobram aí uns 3 ou 4 bilhões de pessoas e só umas 5 ou 6 parecem morar remotamente perto de mim. O Sul da Florida é um abismo cultural. Mas a grande razão mesmo dos ups and downs é que hoje sou uma multidão em um.

Jung explica. Meu conhecimento de psicologia é mínimo, mas um dos meus neurônios tem a sincera impressão de que Jung falava algo sobre cada pessoa ter múltiplas reações possíveis dependendo do ambiente à sua volta. Evidencia-se em geral quando uma pessoa passa a usar uma língua diferente no dia-a-dia e acaba tendo uma personalidade diferente. É, li isso na Wired anos atrás, gostei tanto do artigo que me marcou. Era uma escritora americana radicada em Paris explicando que por algum motivo, quando voltava pros EUA, toda a insegurança dela ia embora por não estar falando mais a segunda língua (francês) e sim voltado à língua-mãe. Isso foi na época em que eu já planejava vir pra cá. Temores que acontecesse o mesmo comigo nunca foram embora completamente.

Lógico que eram infundados. Afinal, eu não era uma pessoa confiante no Brasil. Acabei ganhando muito mais confiança aqui, porque aprendi a me dar direção, mesmo quando tudo parece sem direção nenhuma. Abraçei o caos que é a multidão dentro de mim e aprendi a direcionar isso, mais ou menos. Infelizmente, isso não é definitivo. Volta e meia aparece do nada o meu alter-ego machista e gostosão. E, sem mais nem menos, o meu eu de 16 anos aparece no momento mais inoportuno. Às vezes é o calculating-Mau, outras o Mau-em-pânico, ou o cara legal ou o zen ou o emputecido-out-of-my-miiiiind! ou o líder nato ou qualquer outro eu.

O mais complicante de tudo isso é que esses eus todos são escolhidos aparentemente a esmo. O único que consigo controlar às vezes é o Mau-cara-de-pôker, mas esse treinei muito pra poder ficar calado em negociações de trabalho, quando o silêncio vale mais do que mil palavras. Ficar calado, claro, uma das coisas mais difíceis pra mim ("que se conseguisse calar a boca ou o vozerio de todos esses eus dentro da minha cabeça, já estaria dormindo pra poder malhar amanhã", insiste o Mau-lhação).

Ontem à noite foi um típico momento em que houve uma troca momentânea de personalidades que me foi estranhamente satisfatória. Explico...

Gosto de uma aventura de uma noite só tanto quanto qualquer outro homem. Mas uma rapidinha só não é tão bom quanto uma noite inteira, assim como uma noite não é tão bom quanto várias, o que faz com que relacionamentos tenham uma posição bem mais alta na minha escala do que a trepada casual. Porém, sou humano e volta e meia, rola uma noitada de diversão, em geral provocada ou catalisada por álcool, do tipo que nos deixa sorrindo por um tempo, o suficiente pra dar uma relaxada.

Pois bem, estou sem um relacionamento a algum tempo e sem noitadas também. Ontem estávamos num bar, e + 2 amigos, eles doidos por mulher, eu, estranhamente, zen. Talvez porque eu tenha consciência de que estávamos no núcleo das caçadoras de tesouro de Boca, e são muitas, e trabalhei muito duro pelo meu parco tesouro pra gastar com gente assim. Não sei. Só sei que aparentemente meus feromônios estavam em outro momento, porque aconteceram duas coisas que não são comuns pra mim. Tou tranquilamente bebendo minha única cerveja da noite, única permitida pela minha condição de motorista da noite, quando uma mulher razoavelmente bonita passa a mão na minha bunda, dá um aperto, olha pra mim e sorri, e senta no bar na minha frente. Isso não foi estranho. Inesperado, mas mulheres já apertaram minha bunda.

Agora, eu não sou gay. Pelo contrário, já fui acusado de até meio direto demais. Mas fui pego num momento zen. Aí fiz a primeira coisa realmente estranha, e não fui falar com ela. O amigo da esquerda, um alemão que é a cara do Dilbert, quando conseguiu balbuciar algo, ao invés de falar me empurrou na direção da moça. Sem perceber de o quanto ele já tinha bebido. O resultado foi que eu fiquei onde estava e ele quase caiu pra trás. O acesso de riso que se seguiu assustou a moça. Virou-se para o lado e foi imediatamente assediada pelo babaca de plantão ao lado dela.

Foi quando a segunda coisa estranha aconteceu. Meu neurônio auto-analista resolveu se manifestar e de repente me toquei de que já fui aquele babaca. Meu eu auto-crítico logo acrescentou que nunca fiz aquele papel muito bem, e tive que concordar. Meu ego tentou interferir pra dizer que a academia devia estar funcionando já que tinha mulher apertando a minha bunda, mas foi calado pelo amigo Mau, que tinha que ajudar o alemão a clarear a cabeça pra ir pra casa.

E de repente, sem mais nem menos, eu estava feliz. Feliz por estar em paz comigo mesmo, em paz com o que sou, em todas as minhas manifestações, com o que faço e com o meu caráter, que pode não ser perfeito mas modéstia à parte não é de se jogar fora. E soube, sem margem de erro, que era humano e por aqui de passagem, como todo mundo, e que provavelmente não seria o gênio que quis ser um dia, ou como Pessoa somente em meus sonhos abraçaria ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo. Tomei a saideira e vim pra casa.


by Mau on 6/28/2003 05:50:00 PM | #
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Bem, é isso


Mudança completa, tudo certo.

Esse é o endereço novo. A template nova tá funcionando. Depois de um momento ou dois, adaptei-me ao Blogger novo de tal maneira que desisti de usar o Blogger brasileiro. Muito melhor que a antiga, essa interface. E funciona no Safari, o browser de Macs que se prezam, então, gostei. Comentários, porém, são ainda do blogger brasileiro, isso eles fizeram funcionar direito.

O que você acha? Fala aí...


by Mau on 6/28/2003 12:46:00 PM | #
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Mudança de endereço


A partir de agora, passo a escrever e atualizar em

http://honestamente.blogspot.com

Atualize seus bookmarks, favorites ou o que quer que seja.

Vou começar a divulgar também.Acho que cheguei num ponto e formato aceitáveis. Em auto-crítica, acho que finalmente peguei o tom que quero, alguns textos antigos são quase pessoais demais, que não fazem muito sentido pro resto do mundo. Resolvi que passo a fazer algo mais geral aqui, o que é só meu passa a ser só meu de novo. Prefiro assim. Até porque, tenho muito o que dizer pros outros, não quero mais falar sozinho.


by Mau on 6/28/2003 12:40:00 PM | #
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Músicas


Acredito que nossa relação com músicas diz muito sobre nosso modo de se relacionar com o resto do mundo. Desde o momento em que percebi música, sempre tentei conhecer os mais variados estilos e sempre julguei música através dos meus gostos pessoais, muito mais do que por influência externa. Em termos de relacionamentos pessoais, isso é o que sempre me fez ser considerado amigo por aqueles que eram, de certa forma, párias sociais. Por eu nunca julgar ninguém por nada além do que realmente acontecia, ao invés de prestar atenção em fofocas, acabei ficando amigo de gente que, em determinados momentos, eram considerados estranhos ou uncool.

Hoje, alguns desses amigos são os que ficaram, depois de eu ficar tanto tempo longe do Rio. Dizem que os laços mais fortes nascem da adversidade, e não estão errados os que dizem isso. Afinal, se você tem que lutar por algo, dá mais valor.

Musicalmente, acabei sendo exposto a muito mais do que normalmente seria, por essa filosofia desbravadora. Toda vez que alguém mecionava algo que eu não conhecia ou não tinha ouvido, corria pra descobrir o que era. Foi assim que acabei sendo apresentado a músicas boas das mais variadas culturas. Fazendo uma lista resumida, só com o que resolvi manter porque realmente gostei, em nenhuma ordem em particular, junto com o país ou região de origem:

- Fela Kuti (Nigéria)
- Fito Paez (Argentina)
- Alabina (Oriente Médio)
- Lorenzo Jovanotti (Itália)
- the Globe (Japão)
- Carlos Vives (México)
- X-Japan (Japão)

De todos esses, X-Japan é o que mais marcou, porque marca a época em que me mudei pra cá, minha vida era um turbilhão, e a música revolta, rápida, suave, caótica deles me cativou nessa época. Esse grupo era pra música japonesa nos anos 80 o mesmo que os Beatles eram pra música mundial nos anos 60. E pra mim, são representativos de mudança, onde quer que seja. Minha música favorita deles é "Voiceless Screaming", a letra que reproduzo aí embaixo. A música é feita por uma banda de rock pesado, mas lembra um concerto pastoral de violões até que entra a voz aguda e metal do vocalista. É uma música etérea, com um clima de sonho.


by Mau on 6/28/2003 09:47:00 AM | #
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Voiceless Screaming (X-Japan)


I'm drawning in sadness
Falling far behind
I feel there is just no way out
Is there anyone there? Where am I?

Insanity and loneliness
Tear my painful heart
Broken heart keeps on going to beat
But it never stops bleeding

I've been waiting for love to come
Someone who wants to touch me inside
Memories of my yesterdays

Careless words and deeds
Masquerade of love
Gotta find my way outta here

I was blinded by dark desire
Over time I've been through it all
I'm crying my share of tears

What can I do
Will I make it through
I must be true to myself

Voiceless Screaming
Calling to me inside of my heart
Voiceless Screaming
Now is the time I got to speak out

Voice of faith, I'm starting to realize
Now my eyes can see
I have gone so far
I'm feeling breath of life

And I'm looking for love to reach
Someone I want to touch deep inside
Light shines on my sight of doubt
Don't be afraid
Move forward one step
Willing mind is what I have found at last

Voiceless Screaming
Calling to me inside of my heart
Voiceless Screaming
Now is the time I got to speak out

Voiceless Screaming
Calling to me inside of my heart
Knockin' on my soul's door
I believe in myself and trust what I do

Voiceless Screaming
Pain of the past still hurts me inside
Knockin' on my soul's door
I climb the stairs that lead me to Heaven


by Mau on 6/28/2003 09:24:00 AM | #
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Friday, June 27, 2003



Pra quem gosta de cinema


2001, do Kubrick, é uma aula. Mas muita gente não pega o espírito da coisa, até porque é coisa paca. Interessante demais essa explicação do 2001. Uma aula de Flash, sobre uma aula de cinema.

Obrigatório.



by Mau on 6/27/2003 10:00:00 PM | #
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Meu amigo Mark chegou


Mark é um cara que passou (e ainda passa) por muitas dificuldades. Quando o conheci, eu era novo na Florida, ele era novo na vida, adolescente, confuso, talentoso. É, falei de talento sim. Mark é um artista. Ele tem um talento pra desenho e pintura incrível.

Mark é fruto de uma família muito pobre de Trinidad, destruída por uma enorme quantidade de erros feitos por vários membros da família. O pai sumiu com o dinheiro quando ele era um bebê. Ele não conheceu alguns dos irmãos porque a mãe resolveu se mudar pros EUA num impulso, o irmão mais velho em quem ele se espelhava quando criança está numa prisão porque era traficante. Com tudo isso, Mark é uma das pessoas mais otimistas que conheço.

Pra mim, ele é a prova de que a vida é o que a gente faz dela. Com tudo pra ser criminoso, Mark escolheu não ser. Seria muito mais fácil pra ele começar uma vida como traficante, ao invés de passar pelo internato em que está aprendendo computação e fazendo o curso técnico. Um internato tão restrito e cujas pessoas que frequentam são tão violentas que ele descreve o lugar como uma prisão. Não só porque eles não podem sair, mas porque todo o ambiente de penitenciária está ali. O incrível é que ele se instalou ali, porque foi o único jeito que arrumou de arrumar estudo e formação sem ter que pagar por isso, fundamental desde que ninguém na família dele ajuda com nada.

De certa maneira, fiquei me sentindo meio responsável pelo Mark quando começamos a trabalhar no HyperSol WebSurfer, o browser da minha compania, o primeiro produto que jamais fizemos. Mark tinha sido expulso de casa pela mãe dele. Não tinha pra onde ir, ficou lá em casa. Eu não queria que ele ficasse sem fazer nada, então enquanto ele procurava emprego, falei pra ele fazer o design do nosso software "em troca" de moradia. Claro que não o mandaria embora nunca, o trabalho era pra dar um senso de dignidade pra ele, mais do que qualquer outra coisa. O que me surpreendeu foi a qualidade final do produto... as telas em que ele participou são as que causam Ah! e Oh! de quem vê o produto.

Há muito tempo atrás, meu sócio disse que, dos 10 caras do grupo em que andávamos, todos com instrução e tal, o que tinha mais potencial de sucesso era o Mark, com todos os problemas. Na época, eu achava que ele estava errado, porque não conhecia o Mark direito e o analisava superficialmente, me concentrando nos obstáculos. Hoje, acho que eu é que estava errado, porque guardadas as devidas proporções, sucesso para o Mark será mais fácil de atingir. Se ele não se matar, não matar alguém e conseguir viver uma vida normal no futuro, ele vai ter atingido.

E com o enorme talento que tem, isso pode ser atingido.

Eu sei que pretendo fazer o que eu puder pra ajudar esse cara. Não só porque ele é boa gente, mas porque o mundo não pode ser privado de artistas com a capacidade dele só porque as circunstâncias não ajudaram.


by Mau on 6/27/2003 08:57:00 AM | #
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Thursday, June 26, 2003



Testando, 1, 2, 3!


O Blog acaba de ser mudado pra nova versão do Blogger. Vou ver no que isso dá.

Ah, acabo de descobrir que a intersecção de tráfego onde tive o único acidente da minha vida, uns 2 anos atrás, total hidroplanagem, é a intersecção mais perigosa do país, de acordo com a State Farm.


by Mau on 6/26/2003 11:54:00 AM | #
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Tuesday, June 24, 2003



Ok, mudei a cara mais uma vez


Agora acho que tá mais aconchegante... vamos ver... tou quase pronto pra contar pra todo mundo que isso existe. Não pretendo me podar. Vou continuar escrevendo o que me dá na telha.

Tou pensando também em passar isso aqui pro Blogger brasileiro, porque esse sitema de comentários que arrumei é uma porcaria. Se alguém tiver algo contra, comente aí. Se não estiver fora do ar, levo em consideração...


by Mau on 6/24/2003 06:25:00 PM | #
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Hoje só dá Tribalistas no meu iTunes


Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só

Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância.


by Mau on 6/24/2003 02:20:00 PM | #
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Monday, June 23, 2003



Megway

Porque o Segway não é realmente o veículo do futuro. Todo mundo devia ter uma Megway.


by Mau on 6/23/2003 03:38:00 PM | #
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Prova de que o tempo passa


Acabei de ver no Jornal Alef que o Jonas Frajhof se casou. Quem?, você pergunta. O Jonas, ora - respondo.

O Jonas, o primeiro filho único que conheci, um amigo meu desde pequeno, de quem lembro de várias coisas, mas lembro especificamente de uma apresentação qualquer de dança, acho que na oitava série, em que eu e ele nos fazíamos de cowboys. Eu e ele entrávamos um de cada lado do palco, com nossas armas de brinquedo. Não me lembro do resto da cerimônia, mas lembro da cara do Jonas na hora da coisa acontecer. Era uma expressão de felicidade que imagino que estava na minha cara também, porque tínhamos acabado de quase rolar de rir de tantas piadas que começamos a contar pra espantar o nervoso. Felicidade simples, inocente e possível para crianças (sim, porque adolescentes são crianças ainda).

Não acho que o Jonas vá ler isso nunca, afinal, tem quase 15 anos que não o vejo, mas se por acaso ler, mando aqui um abraço e meus votos de felicidade pura, como a daquele dia, pro resto dos dias dele de casado.


by Mau on 6/23/2003 03:13:00 PM | #
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Sunday, June 22, 2003



Eminem

Andei ouvindo The Eminem Show ultimamente, e o Marshall Matters LP também. Não sou fã de rap puro tipo public enemy, mas gosto de hip hop. E eminem é a melhor coisa que aconteceu ao hip hop. Incrivelmente, a razão que gosto é porque ele também tem algo a dizer.

É, é música que fala de raiva, ódio, desconformidade com o sistema e que tais. Só que quem acha que ele fala sério quando faz as músicas sobre matança não só não entendeu a piada, porque muitas vezes é gozação, provavelmente nunca sentiu raiva de verdade. O sentimento é esse mesmo. Quem nunca ficou com tanta raiva de alguém que pensou em matar (ou se matar), nunca amou de verdade. Agora, existe uma grande diferença entre pensar nisso e fazer isso. Eminem extravasou isso na música ao invés de ao vivo. Ele foi parar num tribunal por apontar e disparar uma arma na mulher e no amante, quando os pegou saindo de um hotel. A arma estava sem balas. Ninguém se machucou, ele provou na côrte que era mais sério que a mulher e não só conseguiu a anulação do casamento, mas manteve a guarda da filha, o que só acontece aqui nos EUA quando a mãe é REALMENTE desequilibrada.

A música que ele fez pra filha, "Hailie's song", é brutalmente honesta, mais sincera e real do que aquela porcaria de versão de just the two of us que o Will Smith fez pro filho. E musicalmente MUITO superior. Esse cara rima coisas que aparentemente não rimariam, e convence. Mesmo sem conhecer a música, a letra rima, o som é como se fosse um soneto...

"Now you prob'ly get this picture from my public persona
That i'm a pistol-packing drug-addict who bags on his momma,
But i wanna just take this time out to be perfectly honest
Cos there's a lot of shit i keep bottled that hurts deep inside o' ma soul,

And just know that i grow colder the older i grow
This boulder on my shoulder that gets heavy and harder to hold
And this load is like the weight of the world
And i think my neck is breaking should i just give up
Or try to live up to these expectations?"

Qualquer um se identifica com isso imediatamente. Ninguém é visto pelo mundo como realmente é, e responsabilidade cresce com o tempo e é a coisa mais pesada pra se carregar. E essa é uma das razões pelas quais Eminem vendeu tantos CDs. É claro que quem consegue rimar "toward a" com "new world order" vai vender música pra caramba, é assim desde Noel Rosa, mas a honestidade é o que faz a diferença, e é por isso que esse cara é a figura mais forte do rock/pop/hip hop no momento, e é por isso que o Aerosmith adora que Song for the Moment usa o riff deles.

A música do Eminem é uma música de raiva, de ódio e é sensacional por isso. "Superman", então, tem momentos de genialidade, desmistificando o culto à fama e destroçando os joguinhos ridículos entre homens e mulheres e as coisas que fazemos pra tentar justificar nossas ações, de um ponto de vista de quem acaba de terminar um relacionamento destrutivo.

"You don't want that, Neither do I, I don't wanna flip when I see you with guys,
Too much pride, Between you and I, Not a jealous man, but females lie

But I guess that's just what sluts do, How could it ever be just us two?
Never loved you enough to trust you, We just met and I just fucked you,

But I do know one thing though, Bitches they come they go,
Saturday through Sunday Monday, Monday through Sunday yo,
Maybe I'll love you one day, Maybe we'll someday grow,
'Till then just sit your drunk ass on that fuckin runway ho"

É, tem palavrões. Não é a linguagem mais certinha, mas ninguém briga e fica falando bonitinho. Raiva envolve palavrões. Raiva envolve humilhação de quem provoca a raiva. E raiva faz músicas muito boas.


by Mau on 6/22/2003 12:13:00 PM | #
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Friday, June 20, 2003



Today's Fortune

A man without a God is like a fish without a bicycle.


by Mau on 6/20/2003 03:51:00 PM | #
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Conto do vigário

There's a new scam out there. Don't send your credit card info through e-mail, ever.

Best Buy Scam


by Mau on 6/20/2003 01:51:00 PM | #
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PowerPoint destrói criatividade

Bem, até aí nada, todo mundo sabe disso. Afinal, Powerpoint dá estilos definidos de apresentações e embora seja útil, 80% das pessoas não sabe usar o programa direito e acaba fazendo caquinha. É algo como dar uma Ferrari estalando de nova pra um moleque de 16 anos. Ele vai adorar, fazer um monte de coisas com o carro, mas eventualmente vai acontecer um desastre.

Edward Tufte pegou essa tese e transformou em livro. Aaron Swartz, muito bem humorado, transformou o livro numa apresentação de powerpoint... comédia...


by Mau on 6/20/2003 11:21:00 AM | #
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Thursday, June 19, 2003



Da série "Coisas que dão uma saudade... "

Aterro do Flamengo, visto do oitavo andar do Hotel Glória


by Mau on 6/19/2003 05:54:00 PM | #
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O mundo todo tem blogs?

Acabo de descobrir o blog de um amigo de longa data, o Rafael Lima. E só porque tá na assinatura do e-mail dele. Coisas que só se descobre ao mandar um e-cartão de aniversário...

O Rafael é amigo das antigas, daqueles que a distância só atrapalha a freqüência dos papos, mas nunca a intensidade. Independente de idade, Rafael é o papo de mais alto nível que conheço. E não é metido, o safado. Da última vez em que conversamos, fomo de Kant a Freud, passando por Pitágoras e dando a volta em Claudinho Buchecha ou coisa assim.

Distância atrapalha amizade, mas saiba, meu amigo, que gostaria de estar por aí fugindo do bolo de aniversário contigo.


by Mau on 6/19/2003 05:00:00 PM | #
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One of those days...

Hoje é um daqueles dias em que fico feliz de estar empregado e sendo pago pelo meu tempo no matter what, porque se eu estivesse trabalhando como consultor ia cancelar tudo e ir pra casa vegetar. O downside é que não estaria ganhando. Mas hoje é um daqueles dias em que dinheiro não paga minha tranquilidade. Tou quase indo pra casa mesmo assim...

Porra de relógio que parou em 15:26 e não chega a 17:00....


by Mau on 6/19/2003 03:28:00 PM | #
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Wednesday, June 18, 2003



Everybody is free... to wear sunscreen

Isso é uma música que é super bem bolada. Em cima de uma batida legal, é inteira feita como se fosse um discurso de formatura. A letra é sensacional. Aí vai....


Ladies and gentlemen of the class of '97:

  Wear sunscreen.

  If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it.
  The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists,
  whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my
  own meandering experience. I will dispense this advice now.

  Enjoy the power and beauty of your youth. Oh, never mind. You will
  not understand the power and beauty of your youth until they've
  faded. But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of yourself
  and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay
  before you and how fabulous you really looked. You are not as fat as
  you imagine.

  Don't worry about the future. Or worry, but know that worrying is as
  effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubble
  gum. The real troubles in your life are apt to be things that never
  crossed your worried mind, the kind that blindside you at 4 p.m. on
  some idle Tuesday.

  Do one thing every day that scares you.

  Sing.

  Don't be reckless with other people's hearts. Don't put up with people
  who are reckless with yours.

  Floss.

  Don't waste your time on jealousy. Sometimes you're ahead,
  sometimes you're behind. The race is long and, in the end, it's only
  with yourself.

  Remember compliments you receive. Forget the insults. If you
  succeed in doing this, tell me how.

  Keep your old love letters. Throw away your old bank statements.

  Stretch.

  Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life.
  The most interesting people I know didn't know at 22 what they
  wanted to do with their lives. Some of the most interesting
  40-year-olds I know still don't.

  Get plenty of calcium. Be kind to your knees. You'll miss them when
  they're gone.

  Maybe you'll marry, maybe you won't. Maybe you'll have children,
  maybe you won't. Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the
  funky chicken on your 75th wedding anniversary. Whatever you do,
  don't congratulate yourself too much, or berate yourself either. Your
  choices are half chance. So are everybody else's.

  Enjoy your body. Use it every way you can. Don't be afraid of it or of
  what other people think of it. It's the greatest instrument you'll ever
  own.

  Dance, even if you have nowhere to do it but your living room.

  Read the directions, even if you don't follow them.

  Do not read beauty magazines. They will only make you feel ugly.

  Get to know your parents. You never know when they'll be gone for
  good. Be nice to your siblings. They're your best link to your past and
  the people most likely to stick with you in the future.

  Understand that friends come and go, but with a precious few you
  should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and
  lifestyle, because the older you get, the more you need the people
  who knew you when you were young.

  Live in New York City once, but leave before it makes you hard. Live in
  Northern California once, but leave before it makes you soft. Travel.

  Accept certain inalienable truths: Prices will rise. Politicians will
  philander. You, too, will get old. And when you do, you'll fantasize that
  when you were young, prices were reasonable, politicians were noble
  and children respected their elders.

  Respect your elders.

  Don't expect anyone else to support you. Maybe you have a trust
  fund. Maybe you'll have a wealthy spouse. But you never know when
  either one might run out.

  Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 it will look
  85.

  Be careful whose advice you buy, but be patient with those who
  supply it. Advice is a form of nostalgia. Dispensing it is a way of
  fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly
  parts and recycling it for more than it's worth.

  But trust me on the sunscreen.


by Mau on 6/18/2003 10:05:00 AM | #
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Tuesday, June 17, 2003



Not quite there yet

Ainda precisa de umas mudanças, essa cara nova... Vou dar uma ajeitada amanhã. Onde enfiei o código pros comentários?


by Mau on 6/17/2003 09:12:00 PM | #
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Cara nova

Gastei 15 minutos hoje e mudei a cara disso aqui. Gostou? Não? Comente aí...


by Mau on 6/17/2003 07:47:00 PM | #
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O último segredo público da Internet

Salam Pax, que escreve o Dear Raed, tem um blog fotográfico!


by Mau on 6/17/2003 08:15:00 AM | #
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Monday, June 16, 2003



Move over Rover! And let Jimi take over!

Estou trabalhando ao som de Jimi Hendrix com Jim Morrison num bluesão fenomenal, e... peraí, acabou, tá começando Like a Rolling Stone (do Bob Dylan, pelo Hendrix), numa versão ao vivo com o Dylan na platéia!

Nada como um pouco de Jimi pra dar aquele empurrão na alma. Hoje eu tava precisando. Tou no maior pique agora...


by Mau on 6/16/2003 03:45:00 PM | #
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Tem dias em que tudo que quero é ir-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É uma outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar

Lá sou amigo de rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.



by Mau on 6/16/2003 10:52:00 AM | #
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Saturday, June 14, 2003



Bom fim-de-semana

Fim de semana está indo bem. Já teve trabalho, grana, multa, golf, ação, aventura, comédia. Vai ter mais. Estou passando em casa por cinco minutos antes de sair, escrevo mais amanhã. Ah, vou renomear isso aqui. O nome agora é: Honesta Mente.


by Mau on 6/14/2003 11:38:00 PM | #
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Emocionante

Eu posso não ir pra sinagoga
Eu posso não celebrar Shabat
Mas homenagens assim ainda me emocionam MUITO


by Mau on 6/14/2003 06:51:00 PM | #
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Friday, June 13, 2003



Kick-ass quote of the day

"The only real way to look younger is not to be born so soon."
-- Charles Schulz, "Things I've Had to Learn Over and
Over and Over"


by Mau on 6/13/2003 04:17:00 PM | #
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Thursday, June 12, 2003



The Hots



by Mau on 6/12/2003 09:08:00 PM | #
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The hell with the prime directive! Let's kill something!

Digam o que quiserem sobre Star Trek. É coisa de geeks, é esquisito, o seriado inteiro tem a maturidade sexual de um menino de três anos, whatever. Mas numa coisa eles acertaram. The prime directive. A primeira diretriz de qualquer nave exploradora no seriado é a não-interferência, ou seja, o reconhecimento de que outras espécies têm culturas diferentes e portanto ninguém deve impor a cultura humana sobre elas. É claro que, quando essa regra é quebrada, e isso acontece MUITO raramente, o episódio é bem interessante e as conseqüências são terríveis.

Infelizmente, na vida real, no mundo verdadeiro, isso não é o caso. Basta olhar pro nosso destemido líder, señor Bush. Nosso porque os EUA é o país que é o garoto forte no recreio. Sim, os outros meninos também se divertem, mas na hora do vamos ver, o que o grandalhão falou é que conta.

Señor Bush destruiu a obra-prima de negociação nas Nações Unidas do Colin Powell. Sim, porque antes da lambança que fizeram no Iraque o Colin Powell tinha conseguido que as grandes nações topassem uma invasão conjunta, desde que se achasse as tais bombas nucleares de que eles tanto falavam. Isso era impensável, dois anos atrás. Mas os americanos e ingleses mandaram uma banana pra ONU e entraram lá. Pois bem, não-interferência o cacete. The hell with the prime directive! Let's kill something!

A verdade é que esse é o sentimento do povo americano inteiro, desde 11 de Setembro de 2001, o que facilita tudo pro governo. Digam o que quiserem, a coisa é tão forte que uma tirinha de jornal do Doonesbury fez uma gozação com isso. Era o porta-voz da casa branca dizendo que todas as respostas daquele momento em diante seriam 9/11. Um repórter perguntava: "Adianta perguntar se isso é forçação de barra?" A resposta: "9/11. Alguma dúvida?"

O pior é que acho que, no fim das contas, essa invasão foi boa pro Iraque e boa pro resto do mundo. Já pensou se houvesse acontecido o mesmo no Brasil em 73, no auge da ditadura militar? Talvez eu tivesse crescido num país com liberdade de expressão, e talvez o país estivesse melhor. Se o povo gostasse de ditadura, não teriam ocorrido as passeatas com o Tancredo Neves. E povo é povo, quer comida, liberdade, paixão e arte. Quer a vida, como a vida é.

Só que ninguém gosta do grandalhão. E o grandalhão não devia usar o tamanho como desculpa pra fazer o que quiser. Mas faz. E o mundo é isso aí, essa bagunça tremenda por causa de um presidente trigger-happy.

E o grande problema é que ano que vem tem eleição e o filho da mãe deve ganhar de novo. Oh, well... O negócio é cruzar os dedos e comprar ações de companias de armas e petróleo...


by Mau on 6/12/2003 08:10:00 PM | #
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Wednesday, June 11, 2003



Paz?

Pode uma coisa dessas? No meio das tentativas árabe-israelenses de um acordo, leio isso na Associated Press:

Hamas opposes the peace plan. Last week, Hamas broke off talks with Abbas on laying down arms and, along with two other militias, killed five soldiers in shooting attacks over the weekend. After Tuesday's missile strike, Hamas threatened bloody revenge.
"I swear we will not leave one Jew in Palestine," Rantisi said after he was treated at a Gaza hospital for his wounds. "We will fight them with all our might."
Hamas has carried out dozens of suicide bomb attacks in Israel, killing more than 300 people.

Tudo por causa do merda do Arafat. Meu único consolo é que o filha da puta é velho, come aquela comida gordurosa, é gordo e vive sob stress violento, então, com alguma sorte, o cara vai acabar logo, então os palestinos terroristas, que são minoria, vão sumir do enfoque internacional. Vai sobrar o enorme contingente de palestinos que quer a paz, poder trabalhar sem problemas, sem bombas, de um lado e de outro.

Aí, teremos boas chances de chegar a um acordo. Até lá, com o Arafat fazendo birra porque não estava no acordo dos ministros, e a birra dele matou 15 ontem, acho difícil.



by Mau on 6/11/2003 03:43:00 PM | #
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Tuesday, June 10, 2003



An American Journal está de volta

Era Setembro de 1996.

Eu e o Pedro Doria resolvemos que iríamos passar 2 semanas na Califórnia entrevistando pessoas que, de uma maneira ou de outra, haviam participado dos primórdios da Internet como estilo de vida. Marcamos entrevistas na Wired Magazine, Palo Alto Weekly (primeiro jornal online) e até com o Steve Wozniak (o outro Steve que fundou a Apple, o verdadeiro gênio que é a razão de você estar lendo isso num computador pessoal e não num mainframe).

Íamos transformar as entrevistas em livro, até voltarmos pro Brasil e ouvir as fitas que haviam sido gravadas num gravador portátil. O tamanho do trabalho nos desanimou. Aí o Pedro recebeu uma oferta pra fazer o primeiro livro brasileiro sobre a Net e fez o Manual da Internet. Eu também acabei me movimentando pra outro lado e o livro das entrevistas acabou não saindo. Aliás, a entrevista com o Woz foi a única que acabou publicada online, no JB e no Globo, graças a um esforço de tradução do Pedro. Chamamos essa idéia de "An American Journal".

Além disso, tínhamos um diário, que nos forçamos a escrever, em que contávamos o que havia acontecido. Algo como um precursor dos blogs, ajudava nossas famílias a saber que estávamos vivos e a, de certa forma, participar da viagem.

Com o fim do Rio-V, minha vinda pros States e a nossa perda do antigo domínio rio-v.com (agora é um site pornô nojento... acho que vou ver se recompro o domínio só pela história), achei que os diários tinham sido perdidos, porque não tinha cópia, e o Pedro também não. Até que entrei em contato com o pessoal da Wayback Machine e me mandaram uma cópia do site como era em 97.

E hoje, depois de mais de seis anos, os diários estão de volta na Internet.



by Mau on 6/10/2003 09:16:00 PM | #
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Hoje estou de bom-humor

Sem razão nenhuma, admito. Não, peraí, tem uma razão sim. Academia. Nada melhor que ir pra academia de manhã logo depois do café. Dá uma carga de endorfinas que carrega a gente pelo resto do dia. Eu costumava ir no fim da tarde, grande besteira. De manhã é a solução.

O difícil é se animar pra ir, principalmente em dia de chuva. Hoje tava sol, acordei antes do alarme sei lá por quê. Tou de bom-humor. Que me venha o dia...




by Mau on 6/10/2003 08:40:00 AM | #
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Monday, June 09, 2003



MoCap: The Artist

Isso é pra você que achava que capturar movimento pra jogos era coisa pouco artística...

The Man behind the Motion


by Mau on 6/09/2003 05:20:00 PM | #
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O que eles dizem realmente...

Isso é o que os marqueteiros estão dizendo realmente, quando dizem a besteirada que dizem...
What they say: What they mean:
A major technological breakthrough... Back to the drawing board.
Developed after years of research Discovered by pure accident.
Project behind original schedule due to unforseen difficulties We're working on something else.
Designs are within allowable limits We made it, stretching a point or two.
Customer satisfaction is believed So far behind schedule that they'll be assured grateful for anything at all.
Close project coordination We're gonna spread the blame, campers!
Test results were extremely gratifying It works, and boy, were we surprised!
The design will be finalized... We haven't started yet, but we've got to say something.
The entire concept has been rejected The guy who designed it quit.
We're moving forward with a freshapproach We hired three new guys, and they're kicking it around.
A number of different approaches... We don't know where we're going, but we're moving.
Preliminary operational tests are inconclusive Blew up when we turned it on.
Modifications are underway We're starting over.


by Mau on 6/09/2003 05:14:00 PM | #
What's on your mind?





Essa é do Peninha...

Sempre achei essa uma das letras mais simples e expressivas que já ouvi. Algo como um "Your Song" em português, com um não-sei-quê de dor-de-cotovêlo. Mesmo assim, adoro, e bato palmas. Ah, é do Peninha, embora o Caetano tenha feito ficar famosa. Chama-se "Sozinho":

Às vezes no silêncio da noite,
eu fico imaginando nós dois,
E fico ali sonhando acordado,
juntando,
o antes o agora e o depois

Por que você me deixa tão solto,
por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho.

Não sou nem quero ser o seu dono,
é que um carinho as vezes vai bem,
Eu tenho os meus desejos e planos,
secretos,
só abro pra você mais ninguém

Por que você me esquece e some,
e se eu me interessar por alguém?
E se ela de repente me ganha?

Quando a gente gosta,
é claro que a gente cuida,
Fala que me ama só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está madura,

Onde está você agora?


by Mau on 6/09/2003 01:42:00 AM | #
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Saturday, June 07, 2003



Inconsciente Coletivo

Ontem foi aniversário do dia D. O que significa que exatamente a 58 anos atrás, o mundo ficaria sabendo. Que mudança daquela época pros dias de hoje. Nos anos quarenta, quando se fazia algo, demoraria pra que o mundo soubesse, mas não se esquecia fácil. Até hoje se comenta o dia D.

Hoje, é imediato o acesso à informação. Nem por isso esse acesso é mais acurado ou dura tanto. É uma quantidade tão grande de dados que confusão é a sensação que aparece quando se tenta saber de algo, exatamente o contrário do que deveria ser. E a verdade é que apesar de tudo, a massa nunca sabe o que está realmente acontecendo.

Lula não era o Lula-lá, não tinha bomba nenhuma no Iraque, economia crescendo é recessão (porque o que mede mesmo é o desemprego), 1500 calorias é o que promove vida longa, e não 2500 como quer a FDA. Ovo é bom, depois é ruim, depois é bom de novo, etc, etc, etc.

E o pior é que, lendo nas entrelinhas, quase tudo isso podia ser encontrado nas manchetes. Reportagem é uma coisa esquisita, tenta sempre deixar uma fresta pra outras interpretações. A imparcialidade jornalística, eles a chamam.

Impressionante é o inconsciente coletivo. Enquanto escrevia isso aí em cima, passei pelo blog do Ricardo Dias e dei de cara com seu último post, que fala da mesma coisa, mas de forma diferente.

Seres humanos, somos todos diferentes da mesma maneira.


by Mau on 6/07/2003 12:36:00 PM | #
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Friday, June 06, 2003



iComic

If you have a Mac and like comics, you must check this out:

iComic

Great idea... wonder if I should do this for PCs


by Mau on 6/06/2003 05:38:00 PM | #
What's on your mind?





Que vício...

Esse negócio de blog é um vício. Ainda mais quando amigos os fazem. O resultado vira uma ânsia de querer saber de tudo que acontece na vida dessas pessoas. Me lembra um pouco aquele lance de checar e-mail logo depois de ter checado, só pro caso de algo ter chegado enquanto você lia os títulos das mensagens...

Tem gente aqui nos EUA que leva isso muito a sério. Vi um comentário de um dono de compania de programação dizendo que não contrataria ninguém que não tivesse um blog. Ele quer ler e ter uma noção melhor da pessoa, antes de contratar.

A verdade é que apesar de blogs mostrarem muito mais do que um résumé ou currículo, ainda assim não são tudo. Mas são 100%, como diria Falcão...


by Mau on 6/06/2003 04:14:00 PM | #
What's on your mind?





E eu que me achava maluco...

Artist Refuses to Speak for 29 Years


by Mau on 6/06/2003 03:40:00 PM | #
What's on your mind?





Ninguém me ama

Ninguém me ama
Ninguém me lê
Ninguem me comenta
Em português


by Mau on 6/06/2003 02:12:00 PM | #
What's on your mind?





2001

Assim falava Hal:
"Good evening, gentlemen. I am a HAL 9000 computer. I became operational
at the HAL plant in Urbana, Illinois, on January 11th, nineteen hundred
ninety-five. My supervisor was Mr. Langley, and he taught me to sing a
song. If you would like, I could sing it for you."

Quando vi esse filme pela primeira vez eu devia ter uns 10 anos. Me lembro de conversar com meus amigos... "Wow! 2001! Vou ter... 28 anos? Nossa, vou ser tão velho..."

Isso foi 2 anos atrás. HAL não veio. Não teve monolito nenhum. fiz 28, depois 29, e até 30. O número não parece mais tão grande. Com dez, eu sonhava com os trinta. Hoje sonho com os cinqüenta. Hoje, como ontem, sonho com o amanhã.

Mas vivo o hoje, sempre.


by Mau on 6/06/2003 12:04:00 AM | #
What's on your mind?


Thursday, June 05, 2003



I remember when she first seduced me...

Eu, jovem
Ela, linda
Eu, tímido
Ela, atriz
Eu, inocente
Ela, brilhante
Eu, misterioso
Ela, sorridente

E o primeiro beijo, debaixo do guarda-chuva em frente à praia de Copacabana.
E o último abraço, amigos-irmãos nos separando pela vida afora.



by Mau on 6/05/2003 05:57:00 PM | #
What's on your mind?





Why so many?

I have grown accostumed to seeing people's face when I tell them my company offers web hosting (shared and dedicated), web development and custom software development. The surprised face usually means "this is a lot!", but there's also a "you can't do all this well" component in there. I admit it is sometimes difficult to juggle the many tasks that this require, and that I would really like to sleep a little more than I am able to, but at the same time, this multiplicity is fundamental for our success.

In fact, if I find other businesses in which I can perform equally well and return a profit while doing it, I will certainly try to add that to my company's portfolio of offers, if not more. I could explain the reason, but Joel has done that already.

In his article he is trying to show why entrepreneurs and venture capital companies have had so many problems and can't usually work together. I see the problem he poses from a different angle. I believe some profit as opposed to fantastic profit is acceptable, if it means not taking huge unnecessary risk , but I also think that taking more risks than others is where I can make a difference to my customers. Offering more is my way to have many companies in one and have a higher chance of hitting the TNN (The Next Netscape).

There are other points he make that are pretty interesting, but I confess I was totally hung up on this first one, so the rest of the time I could only think of this. So I wrote it here :-)


by Mau on 6/05/2003 12:52:00 PM | #
What's on your mind?





GORT!

Klaatu Barada Nikto!


by Mau on 6/05/2003 10:26:00 AM | #
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BALADA DE DONNA HELENA (Fito Paez)

Manejando por la ruta alguna noche sin mirar atrás
prendo un faso y en la radio siempre el mismo idiota
de la música
Uh...Helena
Uh... Helena

La petaca se quedó vacía y son las once en cualquier lugar
una donna me hace señas, sube al coche y empezó a falar
Antes, debo confesar, no sentí placer igual
pero la verdad es que ya, es que ya ven... (uhh)

Empezó a recorrerme con su boca y no estaba mal
y su lengua parecía casi como loca, vamos a chocar...
Uh... Helena (uhh)
Uh...Uhuhuh... Helena

hasta aquí pude hacerlo bien
después con su pocket me golpeó la sien
y sacó mis pantalones sin apuro
y tragó, tragó, tragó y había algo puro

me quemó con la luz de un superflash
y algo extraño comenzó a sudar
y tan pronto desapareció este mundo
y así fue como me fui de mundo

Antes, debo confesar, no sentí placer igual
pero la verdad es que ya, es que ya ven... (hmmhmm)

Donna Helena empezó a llorar,
sola en ese coche lamiendo su sal
por un momento se olvidó de la verdad
que todo lo que toca se esfuma, se le esfuma, se le esfuma...

Hay un acuerdo de brujas en Gibraltar
que "todo amor perpetuo deberás matar
cuerpo sobre cuerpo y cuerpo sobre el mar
el mar de los caídos frente a Donna Helena".

(¿A dónde vas?)


by Mau on 6/05/2003 10:24:00 AM | #
What's on your mind?


Tuesday, June 03, 2003



Da série: Poesia de quem menos se espera

Love is like a friendship caught on fire.
In the beginning a flame, very pretty, often hot and fierce, but still only light and flickering.
As love grows older, our hearts mature and our love becomes as coals, deep-burning and unquenchable.
-- Bruce Lee


by Mau on 6/03/2003 10:21:00 AM | #
What's on your mind?





Hey, Jack Kerouac...

The only people for me are the mad ones -- the ones who are mad to live,
mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time,
the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn
like fabulous yellow Roman candles.
-- Jack Kerouac, "On the Road"


by Mau on 6/03/2003 08:10:00 AM | #
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Borboletas no estômago do cachorro louco

Há algum tempo (entre 5 e 10 anos atrás) fui no lançamento de um livro de um amigo poeta, André Sheik, na época baixista do Biquini Cavadão.

Até hoje tenho o livro autografado... E descobri que muito do que está no livro hoje está online no site do Sheik.

Minhas preferidas: "fábula de dois gumes" e "porta para o infinito"


by Mau on 6/03/2003 07:16:00 AM | #
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Monday, June 02, 2003



Pra quem gosta de polímeros...

Bia, essa é pra você:

Polímero usado pra grudar como lagartixa!


by Mau on 6/02/2003 07:21:00 PM | #
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Eppur si muove!

Mas ela se move... é o comentário atribuído a Galileu, resumo do desobedecimento crônico que o gênio tinha com relação à Igreja.

A história é mais ou menos assim: Galileu, astrônomo esperto, deduziu depois de muita ralação que o Sol era o centro do universo e que a Terra girava em torno do Sol. Isso, depois de muita ralação física e deduções mil. A Igreja, que nunca gostou de teorias moderninhas, ameaçou encher ele de porrada. A única saída era ajoelhar-se em frente ao Papa e jurar de pés juntos que a Terra ficava paradinha e o resto do universo girava em torno dela. Galileu, que como já disse era esperto além de astrônomo, foi lá e fez o que a Igreja queria, deixou o Papa feliz. Só que, ao se levantar, fez um comentário baixinho... "Eppur si muove"

Esse desobedecimento à autoridade devido à certeza e confiança em si próprio é visto, no mundo todo, como admirável. Afinal de contas, quantas não são as histórias em todas as culturas que se tem notícia contando do triunfo do indivíduo contra tudo e contra todos? No entanto, em lugar nenhum do mundo isso é tão forte quanto nos EUA. Aqui, todo mundo quer ser Rocky Balboa, GI Jane, Luke Skywalker, Neo, Private Benjamin, etc., etc.

Ninguém quer ser parte do establishment. Não é só aqui, porque nunca ouvi ninguém dizer que a cartomante descobriu que numa vida passada o cara era o ajudante do carregador de esterco. Todo mundo sempre foi o Rei, Rainha ou coisa que o valha. Mas aqui isso é extremo.

O que ninguém se toca é que, pra cada um que vence, tem um monte que se ferra bonitinho. Os indíos brasileiros, quando aprenderam a jogar futebol, nunca terminavam uma partida até empatar, pra que ninguém se sentisse perdedor. Vai explicar isso pra uma cultura do indivíduo como a daqui, onde um jogo de basquete de quatro horas é decidido por causa de um jogador?

E o mais engraçado de tudo é que esse approach dos índios é visto como sinal de fraqueza. Ora, isso é uma grande babaquice. Sinal de fraqueza é ter que fazer tudo sozinho.

No meu caminho pra tentar ser um manager (gerente soa tão menos importante) bem sucedido, essa é uma das lições mais difíceis e das que me tenho que lembrar sempre.


by Mau on 6/02/2003 07:11:00 PM | #
What's on your mind?





Ok, second try

Tentando os comentários novamente.


by Mau on 6/02/2003 03:59:00 PM | #
What's on your mind?





Sobre comentários...

Ontem tinha colocado comentários, usando o HaloScan. Funcionou beleza.

Hoje de manhã o site deles está fora do ar. Ferrou com a minha template antiga, tou usando essa nova. Até gosto mais dessa nova. Bem, vou descobrir um sistema de comentários que funcione e assim que der coloco pra funcionar.



by Mau on 6/02/2003 09:24:00 AM | #
What's on your mind?





What kind of Kiss are you?

Can you tell I'm addicted to online tests? After finding out I am a geek god, I figured I would find out if that affected my kissing. I figure the fact that I'm Brazillian should counter that. I'll take the test now...

Okay, while taking the test, I thought it was lame. I like the result though I can't quite tell why... Apparently, I'm a mysterious kisser... Hmmm....

mysterious
You have a mysterious kiss. Your partner never
knows what you're going to come up with next;
this creates great excitement and arousal never
knowing what to expect. And it's sure to end
in a kiss as great as your mystery.


What kind of kiss are you?
brought to you by Quizilla


by Mau on 6/02/2003 08:02:00 AM | #
What's on your mind?


Sunday, June 01, 2003



Where is Raed?

Want a true account of how things went and how are things in Iraq? How about reading the perspective of someone who actually lives there? It is an amazing, and, by all accounts, true depiction of Baghdad. Yes, Salam is iraqi. Yes, he lives in Baghdad. Yes, he is there now.

And yes, his views are VERY differrent than what the US would like you to believe, and quite different than what the crazy lefties in Brazil and Europe would like it to be. Salam hates the USA for bombing him, yet he hates Saddam and is glad he was taken down. So, it's all an account of a real person in the middle of all that madness.

Read Where is Raed?. It's a "good thing".


by Mau on 6/01/2003 10:06:00 PM | #
What's on your mind?





Wow... dia produtivo...

Hoje fiz um monte de coisas. Foi um dia produtivo, daqueles de levantar o moral pro resto da semana. E olha que acordei meio torto, mas fui endireitando através do dia.

A primeira coisa que fiz foi me lembrar de não entrar em pânico. Aí escrevi aquele poema aí embaixo e me acalmei um pouco quando li e me toquei que não sou o super-homem e erro também, embora não freqüentemente. Aí pensei, oh, well, e fui à luta.

No caminho do Walmart liguei pra um amigo no Brasil com quem eu tive uma discussão séria da última vez que estive no Rio, um amigo de longa data que é meio esquisitão (de acordo com o resto do mundo) mas que é gente muito boa (de acordo com o que eu e outros amigos acham). Nós já tinhamos meio que resolvido a tal situação, mas eu me toquei que apesar dele ter se desculpado, eu nunca pedi desculpas, sei lá, acho que eu estava numa fase "Dono do Mundo". Liguei e começamos a conversar, lá pelo meio do papo falei... "Olha, sobre aquela briga, me toquei que nunca me desculpei...". Ele tentou me interromper dizendo que já tinha até esquecido, mas eu continuei e disse tudo o que pensava. Foi bom dar uma desabafada e sei que ele gostou de ouvir, porque acabamos conversando um tempo. Comecei a me sentir melhor.

Walmart é uma loja incrível. Encontrei coisas bem baratas por lá, que eu precisava por aqui em casa, e comecei a me sentir bem. Minha irmã, que é fã incondicional de lá, ficaria orgulhosa. Ela vai tanto ao Walmart que o marido dela comprou um ímã de geladeira que diz: "When I die, bury me at Walmart so my wife can visit me often!" e ela mostra pra todo mundo rindo e dizendo que é verdade, só assim mesmo...

Depois voltei pra casa, já com o humor um pouco melhor. No caminho, resolvi arriscar e liguei pro 1-800-contacts pra comprar lestes. Já vinha tentando comprar lentes há um tempo, mas vivia tendo problemas porque aqui nego faz questão da receita do médico pra vender lentes. Não tem uma porcaria dum oftalmologista nessa terra que aceite seguro ou cobre menos de 79 dólares por consulta, e sabendo que meu grau não mudou por mais de 8 anos, eu já estava de saco cheio de mandar a mesma receita pra eles. Resolvi que hoje, como o dia estava indo bem, ia tentar ligar pra convencê-los de que não estou querendo contrabandear lentes de contato. Não deu outra, a moça atendeu com "This is Jessica how may I help you?" e eu, com a cara mais lavada desse mundo, mandei: "Hi, Jessica, good morning, how are you today? Great day, isn't it?" Imediatamente a moça ficou minha amiga.

Americano é um povo tão mal-educado que um pouquinho de polidez é raríssimo, como eu perguntar a ela como está passando, mesmo sendo eu o cliente. O resultado foi que a ajuda que ela ofereceu foi melhor, eu podia sentir o sorriso se formando do outro lado, o alívio dela por não estar conversando com uma pessoa desagradável numa manhã de domingo era palpável. Claro que consegui comprar minhas lentes, peguei logo um suprimento pra seis meses, quando for ao Brasil pego uma receita nova no oculista. O dia melhorou ainda mais.

Aí vim pra casa e pronto, bicho carpinteiro. Arrumei um monte de coisas, coloquei meu canto de trabalho em semi-ordem, ainda tá tudo meio torto por pura falta de espaço. Isso de dividir apartamento é uma merda com espaço, meu quarto já tá entupigaitado de móveis. Mas no fim do mês é ótimo, a conta é menor, e até o ano que vem é só o que posso pagar, então vou aguentando. Mas pelo menos o Matt resolveu que quer usar a Internet também, então botamos meu computador no meio da sala e fico com meu laptop aqui no quarto. Isso, somado a uma rede wireless que custou menos que cem pratas, significa acesso total à Internet, pra nós dois. E aumentou meu espaço aqui no quarto, já que o computador de mesa não está aqui. Ainda não está tudo 100%, mas chego lá. Já vim um treco no Walmart hoje que acho que vou comprar, um gaveteiro que pode ser a solução.

Um dia bom, muito bom. Aninha tá no teatro, deve estar se divertindo, bom pra ela. Tomara que a peça seja boa e ela fique de bom humor, porque ela merece. Todo mundo merece. Bom humor é uma benção! Tou com tanto bom humor agora que acho até que vou começar a passar esse blog adiante.

Hmmmm... talvez não. Acho que, por enquanto, vou só adicionar comentários.



by Mau on 6/01/2003 09:06:00 PM | #
What's on your mind?





How much of a geek are you?

http://www.innergeek.us/geek.html

(written during the intermission)
This is a fun test. I'm more of a geek than I thought... don't know if that's good or bad... ;-)

(I'm done now...)
I AM A GEEK GOD!!!! Olha o meu rank:
65.68047% - Geek God

Caramba... perto do topo!!! O recorde de lá é pouco mais de 69%... Ah, mas não dá pra submeter o score, deve ter parado faz um tempão... Mesmo assim, divertido.

Descobri no blog do Rainer. Aliás, conhecer o Rainer devia valer uns 2%. SER o Rainer, uns 20%...



by Mau on 6/01/2003 06:03:00 PM | #
What's on your mind?





Cansaço

Foi puro cansaço
Foi pura loucura
Foi impaciência pura

Se eu pensasse um pouco
Se eu parasse um pouco
Se eu pelo menos calasse

Veria a enormidade
A estupidez
A pressão besta

Just keep it cool, boy
Just keep it cool, boy
Just keep it cool, boy

E então, como num sonho, ir dormir

Acordar e perceber sua falta
Acordar e perceber minha falta
Paciência, mais que virtude, é uma necessidade

Necessidade inevitável
Necessidade indesejada
Não sou uma pessoa paciente

Tento ser...
Às vezes,
troco os pés pelas mãos


by Mau on 6/01/2003 10:22:00 AM | #
What's on your mind?


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